Meu filho não sai da internet!
- Nelson Filho

- 29 de ago. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 21 de out. de 2025
Micro reflexão para além da série da Netflix, Controle Parental e Segurança digital!
Diferenças entre filhos na internet
A frase "Meu filho não sai da internet?" poderia superficialmente refletir um conflito geracional, mas sabemos que vai muito além disso.
Tanto quanto os pais do meu filho, também fui marcado nas inúmeras mensagens sobre a série Adolescência e o podcast Fio da Meada, mas é preciso reconhecer que nem todas as infâncias são digitais do mesmo jeito.
Mas, não se trata aqui de disputas — e sim de entender que, ao dizer “meu filho não sai da internet”, talvez estejamos ignorando uma questão maior: como estamos defendendo preparando nossas crianças para existir num mundo cada vez mais conectado, e ao mesmo tempo tão desigual?
A internet é vilã ou aliada?
Se em muitas periferias brasileiras, deixar o filho na internet é uma forma de proteção — (ainda que não seja ideal, nem livre de dilemas), nas classes mais altas, a preocupação gira em torno da superexposição, da dependência, do consumo desenfreado de conteúdo.
A internet é, sim, uma fonte de distração — e como é! Mas também é espaço de aprendizado, descoberta, amizade e até trabalho. O desafio, então, não é tirar o filho da internet, e sim ajudá-lo a estar bem nela. Ou é possível não estar na internet em 2025?
Enquanto para alguns o problema é o tempo conectado, para outros pode ser o inverso, mas ambos os extremos têm um mesmo problema: a qualidade dessa conexão.
Controle parental digital: por onde começar?
Jamais ousaria nessa pequena postagem (de blog de um Facilitador Digital) abordar conteúdo da competência de psicólogos, neurocientistas, pediatras, juristas etc. Porém, como pai de um pré-adolescente, e profissional de tecnologia, me sinto no dever de trazer o tema para reflexão.
Entretanto, quando "meu filho não sai da internet" reflete uma preocupação em um cenário em que a tecnologia está profundamente enraizada no cotidiano, perguntar a si mesmo quem, o quê, onde, quando e por quê , para mim é o ponto de partida para um caminhar mais tranquilo.
Quem é seu filho? Um bebê, uma criança de 04 anos, de 16, etc.? O que ele está fazendo na internet em cada uma destas idades? Onde ele está na internet em cada uma destas idades? No Youtube, na Wikipédia, etc.? Quando em cada uma destas idades ele estava na internet (qual site)? Por que aquele ser vivo com aquela idade estava conectado naquele site naquele período?
Como garantir segurança digital para o filho na internet?
Em outras palavras, formular essas perguntas (imediatamente) permitirá uma conexão (de qualidade) com uma geração que já nasceu numa estrutura digital, independente da idade dos pais. Até porque, guardadas as proporções, conflitos geracionais fazem parte da história humana.
Ainda assim é preciso separar as mudanças culturais e comportamentais, das ameaças reais e concretas contidas na internet. E o aspecto mais preocupante é a veiculação de conteúdos de conceituais de violências como racismo, machismo, misoginia, xenofobia, homofobia, transfobia etc. etc. etc.
Redes Sociais e Conteúdos Violentos
Ë obvio que conteúdos explícitos de violência também são preocupantes, mas a sutileza com que as violências conceituais são veiculadas em conteúdos, supostamente “moderninhos”, associada a capacidade de "viralização", criam a ameaça (real) de um novo comportamento intolerante.
Definitivamente a internet não inventou nenhuma das violências citadas acima, mas assim como facilitou a criação de comunidades e agrupamentos temáticos, isso serviu para o bem e para o mal. Para combater isso, não há nada mais eficiente do que o controle parental analógico. Do jeito que pudermos, sem culpas e julgamentos.
Ferramentas digitais de Controle Parental
Enfim, essa foi a minha superficial reflexão, mas pretendo voltar ao tema em outras oportunidades. Agora, se precisarem de ajuda técnica para criar um controle parental digital utilizando Google Family Link, ou Microsoft Family Safety por exemplo, é só me chamar no WhatsApp, e se quiser saber quanto custa meus serviços clique aqui
Velha Roupa Colorida - Belchior
Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo E precisamos todos rejuvenescer
Nunca mais meu pai falou: She's leaving home E meteu o pé na estrada, like a rolling stone Nunca mais eu convidei minha menina Para correr no meu carro Loucura, chiclete e som
Nunca mais você saiu à rua em grupo reunido O dedo em V, cabelo ao vento Amor e flor, quê de o cartaz? No presente, a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais No presente, a mente, o corpo é diferente E o passado é uma roupa que não nos serve mais
Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo E precisamos todos rejuvenescer
Como Poe, poeta louco americano Eu pergunto ao passarinho Black bird, assum-preto, o que se faz? E raven, never, raven, never, raven Never, raven, never, raven Assum-preto, pássaro-preto, black bird, me responde Tudo já ficou atrás E raven, never, raven, never, ravenNever, raven, never, raven Black bird, assum-preto, pássaro-preto, me responde O passado nunca mais
Você não sente nem vê, mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo Que uma nova mudança em breve vai acontecer E o que há algum tempo era jovem e novo, hoje é antigo E precisamos todos rejuvenescer E precisamos todos rejuvenescer E precisamos todos rejuvenescer





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